O papel: da fisiologia à criação

Foto divulgada pela Galeria Gamma.

A partir da pergunta ‘qual o seu papel?’ a Galeria Gamma trouxe ao centro do debate questionamentos a respeito do papel como suporte na criação artística. Para sintetizar, o artista visual e curador da galeria, Rogério Gomes, reuniu um grupo de criativos visuais com a intenção de expor as diversas possibilidades desse suporte e estabeleceu o sintagma Xapti ressignificando o sentido dessa matéria prima. O papel da Gamma foi, portanto, trazer o papel até a zona de estranhamento, bombardeá-lo de perguntas, e, assim, a gente se questionar qual o nosso papel no mundo.  

Imagens: arquivo pessoal.

Nas paredes da galeria, peças assinadas por artistas visuais já consagrados, como Martha Araújo e Rosivaldo Reis; fotógrafos bastante conhecidos como Felipe Camelo e Jr. Gama; e artista convidada (muito novinha e desconhecida) Laís de Macedo. Além, é claro, de peças assinadas por Rogério Gomes e Vera Gama também.

Foto divulgada pela Gamma.
Muito bem. O ápice da noite ficou por conta de uma performance executada pela Vera. No ato performático, a meu ver, ela explorou três sentidos básicos que são atribuídos ao papel: a admiração, a utilização e o descarte. O papel é uma das primeiras matérias que conhecemos na infância, mas, na fase adulta é quando mais usamos esse suporte. Ele está sempre atendendo nossas necessidades no dia a dia; desde as fisiológicas, até as mais criativas.

Grande destaque para a presença de Laís Macedo. Foi esse movimento de inclusão do curador que melhor representou o quanto o papel é útil e necessário. Por enquanto, a promessa artística, a garota de riso fácil que esbanjava simpatia, mostrou estereótipos comuns à vida de uma adolescente, sem grandes aprofundamentos conceituais da produção artística – só aquilo que por ora a fascina: croquis de vestidos.

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